segunda-feira, 26 de julho de 2010

PREZADOS:
EM BREVE NOTÍCIAS SOBRE OS EVENTOS LITERÁRIOS NO SEGUNDO SEMESTRE.
E CLARO, AS FOTOS DA NOSSA FORMASARAUTURA NO ÚLTIMO DIA 7 DE JULHO!

terça-feira, 22 de junho de 2010

E a expedição etílica continuou no sábado. Nem o horário quase matutino atrapalhou o consumo dos drinques incríveis. Cada sentido mereceu uma produção literária. Vale conferir o registro fotográfico:

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O Encontro no. 5 do Lado de Dentro do Cérebro girou sobre o tema O Mundo como matéria-prima ou Escrevendo com os 5 sentidos.

Além das surpresas que surgiam a cada sentido, todos puderam degustar os drinques preparados pelo inspiradíssimo barman Victor Lodi, seguindo o Guia de Drinques dos Grandes Escritores Americanos, lançado no ano passado pela Editora Zahar.

Durante os exercícios de escrita os participantes e convidados homenagearam Hemingway, tomando uns mojitos, Djuna Barnes e seu french 75, Truman Capote e o famoso screwdriver, Hunter S. Thompson e o laranjíssimo greyhound, Fitzgerald e seu favorito gin rickey e tantos outros.

Não se pode negar que um certo teor alcóolico e a benção dos big writers aumentou (e muito) a inspiração dos navegantes!

Jogos Literários:

Durante a expedição para o Lado de Dentro do Cérebro, os viajantes lançaram ao mar uma garrafa com uma carta dentro. Alguns copiaram a mensagem (transcrita abaixo). Outros não se lembram mais das palavras que deixaram nas águas. Quem sabe um dia alguém encontre e faça contato?

E por falar no assunto, veja só esta publicação da FOLHA DE SÃO PAULO, de 1o. de maio de 2010:

Após 33 anos, belga recebe resposta a mensagem em garrafa pelo Facebook
"Sou um garoto de 14 anos e vivo na Bélgica. Não sei se você é uma criança, uma mulher ou um homem. Navego em um barco de 18 metros." Assim o belga Olivier Vanderwalle começou, em 1977, a escrever uma mensagem para colocá-la em uma garrafa, enquanto navegava pela costa sul da Inglaterra. O que ele não imaginava é que receberia uma resposta 33 anos depois, e por meio de uma ferramenta ainda não existente à época: a rede social Facebook. Vanderwalle passava as férias a bordo do iate de sua família quando teve a ideia de escrever o texto. Então ele arrancou uma página de um livro de exercícios e achou uma garrafa de vinho que serviria para seu intento. Mais de três décadas depois, a britânica Lorraine Yates encontrou a garrafa na praia de Swanage, em Dorset. Ignorando o endereço residencial deixado por Vanderwalle no texto, ela decidiu procurá-lo no Facebook. Ao jornal britânico "The Sun", Vanderwalle -hoje com 47 anos, pai de dois filhos e morador da cidade de Ostend, no norte da Bélgica- disse: "Eu não tinha ideia do que ela estava falando quando entrou em contato comigo. Então ela mencionou o nome do barco do meu pai, Tamaris, ao qual eu havia me referido em minha mensagem, e eu lembrei". "Nunca pensei que veria [a mensagem] de novo, mas do nada surgiu essa mulher britânica", completou. Segundo o belga, que trabalha como garçom, colocar uma mensagem dentro de uma garrafa "é uma das coisas que toda criança faz". Yates enviou a Vanderwalle uma cópia da mensagem, que permaneceu intacta e legível por todos esses anos dentro da garrafa. O perfil dos dois no Facebook mostra que, agora, eles são "amigos".

Por Giulianna Pereira

Caro Desconhecido,
Estou escrevendo essa mensagem pensando em deixar um registro histórico para as futuras gerações, como os nossos antepassados fizeram. Mas será que alguém vai achar (e se dar o trabalho de ler) essa mensagem? Bom, não sei, porque aqui no ABC não tem mar, então eu vou jogar no rio Tamanduateí, que deságua no rio Tietê, que deságua no Rio Paraná, enfim, eu não sei nem se vai chegar no mar, mas quem sabe numa dessas enchentes de São Paulo alguém acha minha garrafa, não é? Bom, nos filmes a gente sempre vê que a garrafa leva um pedido de socorro. E é isso que eu vou fazer. Mas não é um pedido de socorro pra mim, é um pedido de socorro pra alguém que não pode se manifestar. Quero pedir socorro para o nosso planeta, por cada árvore derrubada, por cada gota de água poluída, e por muitas outras coisas. Precisamos ajudar a salvá-lo. Então, se você tiver a chance de ler essa carta, pense no seu futuro, no futuro da vida humana, um futuro que pode sequer chegar a existir. Junto com a carta tem uma sementinha para você plantar, como primeiro passo para ajudar a nossa mãe Terra. Faça bom proveito!

Atenciosamente,

Giulianna – Uma futura publicitária de 19 anos que se preocupa com o futuro do planeta!

Por Ricardo Abe

Leia essa carta em voz alta para um maior número de pessoas que encontrar. Não precisa ser amigo ou parente, é só começar. Começamos a viver em grupos dentro de cavernas à procura de abrigo e proteção. Misturávamos nossas familias, por comida e diversão. Descobrimos a semente e começamos a plantar e também criar para nossa familia alimentar. Agora é produzir e negociar, com isso a familia nuclear, pai, mãe e filho em um lar. Chegou a era da informação, ficar sozinho parece solução. Com internet alguma interação? Divididos, mãe e filho em um lar. Pai em outra, a caverna parecia bom lugar.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dando início à temporada de produção literária criativa...
Memórias Póstumas de um Nerd

Para começar quero deixar uma coisa bem clara para vocês, que não reste dúvidas e questionamentos, que ninguém, lá pelo meio da história, me interrompa com perguntas idiotas: Eu estou morto! Sim, morto, defunto, enterrado, bati as botas, fui para a terra dos pés juntos... Sei o que estão pensando! Não... Não foi suicídio, uma prática que eu considero covarde e anti-higiênica. Foi burrice mesmo. Tudo começou no meio do ano: Crise, queda na bolsa, meu pai que investiu em ações de uma fábrica de pára-raios de xaxim, grana curta, e, quando o dinheiro acaba o que é cortado primeiro? Minha escola é claro! E lá toca o herdeiro da casa ir para um desses colégios estaduais que tem um bando de vogais no nome tipo E.E.A.A. Professor Fulano de tal. Um nojo! Salas sujas e depredadas, portas sem trinco, paredes descascando e, pasmem, sem papel higiênico no banheiro! Pensando bem, em alguns banheiros nem privada tinha! Mas tudo bem! Se é pela saúde financeira família... E vocês acham que isso era o pior? É que vocês não viram os alunos. Um bando de moleques horrendos e meninas que pareciam ter saído de um filme de zumbis! Mas o mais odioso de todos era o Marcão. Repetente três vezes. Até barba ele já tinha! Maldito Marcão, me escolheu de vítima! Começou pelo meu material: Roubou minhas canetas inglesas, rabiscou meu caderno holandês e destruiu meu estojo Transformers que meu tio tinha trazido do Japão. Roubou o meu lanche todos os dias e no final das aulas eu sempre ia parar na lixeira do pátio ou no bebedouro do corredor. Eu definitivamente precisava me livrar do Marcão. Armei um plano. Só precisei do meu kit do “Pequeno Químico” e uns produtos de limpeza lá de casa, você pode fazer maravilhas com o que tem em casa, e eu fiz a maior bomba caseira que alguém já viu! O Marcão ia levar um susto “daqueles” e depois ia me deixar em paz. Mas foi aí que eu cometi dois erros: exagerei no tamanho da bomba e, por ignorância minha, a montei naquele pilar que o Marcão costumava se encostar durante o recreio todo, como se fosse dono do lugar. Como eu ia saber que ele sustentava todo o prédio?! Eu sei que vou passar um bom tempo aqui no purgatório, mas tenho alguns atenuantes e uma boa advogada. Enquanto o Marcão, bem... Não sei se ele aprendeu a lição, pois me contaram que naquele dia a professora de matemática faltou e a turma dele saiu mais cedo. Odeio matemática!
Marcelo Catelan

terça-feira, 25 de maio de 2010

[...]
E a 2ª leva no último 22 de maio.
Sábado de sol. Um bom dia pra começar viagem.
Bem-vindos a bordo. Afrouxem o cinto.

Curiosidade sobre os passageiros:
Alguns tiveram a revelação em sonho.
Hoje embarcou mais uma, deu tempo. Diretamente das Brumas de Avalon.
Expedição mágica essa, contamos depois...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

19 de maio, First Date

Embarcou ontem a 1a turma da expedição para o Lado de Dentro do Cérebro. Após aquele corre-corre tradicional que precede as grandes viagens, foram entregues aos participantes/passageiros pílulas receitadas pelo Doutor Caramujo. Para quem não se lembra, foi o médico que tratou o problema de "fala recolhida" da boneca Emília. O lote que chegou ontem continha apenas medicamento para cuidar de "escrita recolhida". Era tudo que a gente precisava. E parece que deu certo! Logo de cara foram produzidos alguns textos bem bacanas. Em breve serão publicados aqui. Quer dizer. Se o escritor-não-mais-recolhido autorizar. Afinal, pra curar vergonha assumida deve ser outro remédio, não?... Melhor consultar o especialista.